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(Provérbio 3,13).

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

CARACTERÍSTICAS INTRIGANTES DA INTELIGENCIA DE CRISTO

A arte de pensar é a manifestação mais sublime da inteligência. Todos pensamos, mas nem todos desenvolvemos qualitativamente a arte de pensar. Freqüentemente não expandimos as funções mais importantes da inteligência tais como: aprender a interiorizar, a usar as dores para crescer em sabedoria, a trabalhar as perdas e frustrações com dignidade, a agregar idéias, a pensar com liberdade e consciência crítica, a romper as ditaduras intelectuais, a gerenciar com maturidade os pensamentos e emoções nos focos de tensão, a expandir a arte da contemplação do belo, a se doar sem a contrapartida do retorno, a se colocar no lugar do outro e considerar suas dores e necessidades psicossociais. Muitos homens ao longo da história brilharam em suas inteligências de desenvolveram algumas áreas importantes do pensamento. Sócrates foi um questionador do mundo. Platão foi investigador das relações sociopolíticas. Hipócrates foi o pai da medicina. Confúcio foi um filósofo da brandura. Sáquia-Múni, o fundador do budismo, foi um pensador da busca interior. Moisés foi o grande mediador do processo de liberdade do povo de Israel, conduzindo-o até a terra de Canaã. Maomé, em sua peregrinação profética, foi o unificador do povo árabe, um povo que estava dividido e sem identidade. Muitos outros homens brilharam na inteligência, como Tomás de Aquino, Agostinho, Hume, Bacon, Spinoza, Kant, Descartes, Galileu, Voltaire, Rousseau, Shakespeare, Hegel, Marx, Newton, Max Well, Gandhi, Freud, Habermas, Heidegger, Curt Lewin, Einstein, Viktor Frankl, etc. Se enumerarmos os seres humanos que brilharam em suas inteligências e investiram em sabedoria, comparando com o contingente de nossa espécie, ele se torna muito pequeno, porém esses seres humanos expandiram o mundo das idéias no campo científico, cultural, filosófico e espiritual. Mas houve um único homem que destilava sabedoria, não apenas brilhou na sua inteligência, mas era dono de uma personalidade intrigante, misteriosa, e fascinante. O mundo comemora o seu nascimento, que apesar de sua enorme fama, algumas áreas fundamentais da sua inteligência são pouco conhecidas. Esse homem foi Jesus Cristo. Ele teve particularidades em toda sua trajetória de vida na Terra e abalou os alicerces da história humana através de sua própria história. Seu viver e seus pensamentos atravessaram gerações, varreram os séculos, embora ele nunca tenha procurado status social ou político. ELE cresceu sem se submeter à cultura clássica do seu tempo. Quando abriu a boca, produziu pensamentos de inconfundível complexidade. Perturbou profundamente a inteligência dos homens mais cultos de sua época. Os escribas e fariseus que possuíam uma cultura milenar rica, eram intérpretes e mestres da lei, ficaram chocados com os seus pensamentos. O sistema político e religioso não foi tolerante com Ele, mas Ele foi tolerante e dócil com todos. Vivenciou sofrimentos e perseguições desde a infância. Foi incompreendido, rejeitado, ferido física e psicologicamente. Apesar de tantas misérias e sofrimentos, não desenvolveu uma emoção agressiva e ansiosa, pelo contrário, exalava tranqüilidade diante das mais tensas situações e ainda tinha fôlego para discursar sobre o amor no seu mais poético sentido. Cristo foi abordado em diferentes aspectos espirituais: sua divindade, seu propósito transcendental, seus atos sobrenaturais, seu reino celestial, sua ressurreição, a escatologia (doutrina das ultimas coisas). Possuía uma personalidade bastante complexa, muito difícil de ser investigada, interpretada e compreendida; este é um dos fatos que inibiram a ciência de investigar e compreender, ainda que minimamente a sua inteligência. Analisar a inteligência de Cristo é um dos maiores desafios da ciência. A ciência se cala quando a fé se inicia; Segundo Augusto Cury “Jesus possuía uma personalidade difícil de ser estudada. Suas relações intelectuais e emocionais eram tão surpreendentes e incomum que ultrapassava os limites da previsibilidade psicológica”. Um dos maiores problemas enfrentados por Cristo era cárcere intelectual em que as pessoas viviam, a rigidez intelectual com que eles buscavam e compreendiam a si mesmos e o mundo que os envolvia. Jesus discorria sobre a fé. A fé transcende a lógica, é uma convicção de que há ausência de dúvida.
A necessidade de crer sem duvidar, uma crença plena, completa sem insegurança. Jesus era um mestre sofisticado na arte da duvida, que ele a usava para abrir janelas da inteligência das pessoas que as circundavam (Lucas 5:23; 6:9; 7:42). Jesus era um ousado questionador, usava a arte das perguntas para conduzir as pessoas a se interiorizarem a se questionarem. Também era um contador de parábolas que perturbava os pensamentos de todos os seus ouvintes. Jesus sempre se expressava com elegância e coerência a sua inteligência nas varias situações tensas e angustiantes que vivia. Ele apreciava ser analisado e indagado com inteligência. Era seguro e determinado, ao mesmo tempo flexível, extremamente atencioso e educado. Tinha grande paciência para educar, mas não era um mestre passivo, e sim provocador. Despertava a sede de conhecimento nos seus íntimos (João1: 37-51). Informava pouco, porém educava muito. Era econômico no falar, dizendo muito com poucas palavras, ousadíssimo em expressar seus pensamentos, embora vivesse numa época em que imperava o autoritarismo. Sua coragem em expressar seus pensamentos trazia-lhe freqüentes perseguições e sofrimentos, todavia, quando queria falar, ainda que suas palavras trouxessem transtornos não se intimidava, mesclava a humildade com a coragem intelectual, a habilidade com a perspicácia. Na escola da existência aprende-se a adquirir experiência não só com acertos e conquistas, mas muitas vezes com as derrotas, as perdas e caos emocional e social. Foi nessa escola tão sinuosa que Jesus se tornou um mestre; escola, onde muitas pessoas intelectuais, cientistas, psiquiatras e psicólogos são pequenos aprendizes. Jesus Cristo foi e continuará sendo um grande enigma para a ciência e para os intelectuais de todas as gerações. O coração humano é a esfera aonde Jesus veio para reinar, para levar toda a humanidade ao amor e perdão de Deus. Jesus não subordinava em seus ensinamentos a vida cristã aos preceitos legais. Ele ensinava que deveria haver um novo relacionamento entre o homem e Deus, por meio da fé. No ensino de Jesus ficava clara a separação do futuro, dos que aceitavam a obra por Ele realizada, capacitando-se a um retorno definitivo às origens de vida eterna, sem sofrimento, tristezas ou dor, e os que rejeitarem sua interferência redentora permanecerão afastados do seu Criador e destinados ao castigo final, com a conseqüente condenação a afastamento definitivo de Deus, em direção à morte eterna. “Em verdade, em verdade vos digo: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida” (Jo 5.24).
Do ponto de vista de Stephen Neil; “Na teologia histórica cristã, a morte de Cristo é o ponto central. Para ela todas as estradas do passado convergem, e dela saem todas as estradas do futuro”.
Tese dissertação de mestrado de Emyluz

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