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(Provérbio 3,13).

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Á LUZ DA BÍBLIA, COMO PODEMOS ANALISAR A TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO?

A TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO À LUZ DA BÍBLIA
Ao entrarmos no terceiro milênio nos deparamos com temas variados que afetam a população brasileira e mundial, dentre os quais encontramos o meio ambiente, fome, exclusão social, dignidade do trabalhador, desespero (muitos se suicidam), injustiça, presos por engano, ladrões de colarinho branco solto livremente por aí, dentre outros. Neste contexto, me pego a refletir. Qual é a missão real das igrejas Cristãs? A Bíblia disse que Cristo veio ao mundo para que todos tenham vida e a tenham em abundância. (João 10:10-11) Jesus era compassivo e solidário e nos deu vários exemplos, alimentou multidões famintas, curou cego, recuperou a dignidade de excluídos etc. A Teologia da libertação vem com o objetivo que é justamente defender o que Cristo ensinou. Mesmo assim ainda é muito criticada. Melhor seria se obedecessem as ordens de Cristo, seguindo exemplos como de Francisco de Assis, Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce, Frei Leonardo Bofe, e os exemplos de outros protestantes. É algo realmente interessante e um sonho maravilhoso, onde os ideais e ações de Jesus Cristo pudessem ser colocados em prática, sem medo de levantar a bandeira dos pobres e oprimidos mesmo correndo o risco de perder a liberdade e a própria vida como Jesus. Se a igreja não ficar do lado dos pobres quem ficará? De que vale muito conhecimento se não há dignidade entre nós. A Teologia da Libertação só não vem tocar quem é insensível ou ferir os interesses de elite, mas alertar para não precisarmos cair em decadência para percebermos a hora de agir. Ela é e continuará sendo resposta para muitas crises enfrentadas no mundo de hoje. Devemos redobrar nossa fé e esperança para continuar a caminhada do Povo de Deus na construção do Reino, seja no âmbito interno e externo da Igreja. Pois as mudanças que ainda estão por vir profeticamente, virão! Nas comunidades e nos organismos pautados pelo Evangelho como instrumento de libertação, a mesa eucarística se faz verdadeiramente a refeição do pão e do vinho, das alegrias e das tristezas, da vida e da morte. Somos vocacionados, cada um com seu carisma, na construção de modo horizontal da experiência mística da partilha de vida, de poder, de sonhos e riquezas. Que a hierarquia da Igreja, que os poderosos do nosso tempo, contemplem-se nos mistérios preferidos por Deus, que são os pequenos, os pobres, os abandonados, os excluídos! O Evangelho e a Igreja de Jesus Cristo formam verdadeiramente a Teologia da Libertação! À Luz da Bíblia Jesus nos ensinou a enfrentar as injustiças sociais e lutar por uma sociedade justa e igualitária, pois assim, estaríamos colocando em prática o plano de Deus. Ao fazermos isto, despertaríamos a ira dos que defendem outros projetos e estes elementos iriam nos criar todo tipo de dificuldades para a nossa sobrevivência. Ao enfrentarmos os obstáculos na defesa de princípios éticos, estabeleceríamos uma relação com o espiritual, que se inicia com o processo de autoconhecimento, através do qual obteríamos respostas às nossas mais profundas indagações. Este é o processo para atingirmos a evolução espiritual que tanto almejamos. Os ensinamentos unem o plano material e o plano espiritual. Os registros históricos sãos os conhecimentos que nos chegam através dos séculos, embora não muito claros, pois com certeza a documentação foi destruída pelos detentores do poder na época, pois as promessas de Jesus aos que chegam até o final da caminhada, abalam a estrutura da cultura espúria. Pois se trata do acesso a gênese da criação, da eternidade do espírito, da nossa origem, origem da natureza, das oportunidades e destino dos opositores, detalhes do projeto terrestre, fim da morte e a ressurreição em um corpo sutil, com habilidades especiais para a construção da cultura divina na terra. Isto significa dizer que Deus nos permite o acesso ao conhecimento e nos tornamos consciente da nossa missão na terra, aí então, é estabelecida a aliança. Feito isto por uma maioria, a terra se tornará o "Paraíso", local aonde será possível viver com mais intensidade o nosso lado espiritual. Quando então Jesus poderá cumprir a promessa de ressurgir entre nós. Para isto a sociedade será aquela defendida por Karl Marx, que dissecou as artimanhas dos exploradores, apontou o caminho para o combate e visualizou uma nova organização social, aonde não haverá explorado e explorador. Cabe a nós humanos que amamos a vida e almejamos a felicidade, nos engajarmos na construção da nova sociedade. É muito difícil ser cristão no mundo de hoje vendo as atrocidades e o descaso onde procuram defender-se dos ataques àqueles que cumprem ou querem fazer-se cumprir a palavra de Deus. Mas o Cristão que realmente é engajado dentro da sua manifestação de Fé sabe realmente o que fazer. Cristo, o Ressuscitado, é que dá força. DELE vem toda a sabedoria. Não são palavras jogadas ao vento sem ação, mas as que foram eternizadas e guardadas pelos seus súditos, apaixonados discípulos. Para que o caminhar da LIBERTAÇÃO possa ocorrer é necessário não medirem forças, mas aglutiná-las no mesmo fim. A missão do povo de Deus de semelhante modo deve caracterizar-se pelo serviço e ação, com ardor e amor. Jesus identificou-se com o pobre e o sem lar (Mateus 8.20; Lucas 9.58) atitude que o levou a entrar em divergência com a posição dos religiosos (21.14,15, 23), o que culminou na cruz (Lucas 22.2-6). Da aliança mosaica às promessas do evangelho, a Bíblia está continuamente apontando para o pobre, a viúva, o órfão, o estrangeiro, o necessitado e o oprimido. O Velho Testamento revela vários fatos significativos acerca da atitude de Deus para com o pobre. “Ele acode ao necessitado que clama, e também ao aflito e ao desvalido. Ele tem “piedade do fraco e do necessitado, e salva alma aos indigentes” (Salmo 72.12-13). O Senhor “não se esquece do clamor dos aflitos” (Salmo 9.12). “Foste a fortaleza do pobre, e a fortaleza do necessitado na sua angústia” (Isaías 25.4). Na ordem social do Velho Testamento, o pobre recebia um benefício econômico. O povo devia emprestar liberalmente ao pobre, sem cobrar juros (Deuteronômio 15.7-11; Êxodo 22.25). Parte do trigo e da colheita da uva deveria ser deixada no campo, para ficar para o pobre (Levítico 19.9,10; 23.22). De modo significante, parte do propósito do dízimo era prover a carência do pobre (Deuteronômio 14.29; 26.12,13). Enfatiza-se que Deus requer justiça para o pobre e julgará aqueles que os oprimirem. As palavras de Deus ao profeta Zacarias são representativas: “Executai juízo verdadeiro, mostrai bondade e misericórdia cada um a seu irmão; não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre” (Zacarias 7.9,10; Levítico 19.15; Deuteronômio 16.18.20; 24.14.22; Provérbios 31.9; Amós 2.6,7). Finalmente, ensina que o povo de Deus tem sobre si uma responsabilidade ética especial para com o pobre. A recordação de sua escravidão no Egito foi o motivo para que os israelitas demonstrassem misericórdia para com o oprimido (Deuteronômio 24.17-22). Todos estes ensinos sobre o pobre são parte da palavra de Deus. Embora eles estejam ligados aos contextos históricos específicos, a mensagem ética brilha amplamente e forma o cenário dos ensinos e atitudes do próprio Jesus.A atenção divina para com o pobre aparece consistentemente dentro do contexto da justiça de Deus e a obra de justiça no meio de seu povo. Assim, biblicamente, palavras como pobre, necessitado, oprimido, forasteiro têm tipicamente um conteúdo moral, relacionado com a exigência divina por justiça. A verdadeira reconciliação com Deus leva inevitavelmente à transformação de todos os outros relacionamentos. A missão da igreja neste mundo é mais do que proclamação verbal. É um serviço sacrifical para o qual Cristo envia seus seguidores ao mundo, assim como o Pai o enviou (João 1.14; Filipenses 2.2-11; Marcos 10.44,45; Romanos 5.8); (Nicholls, 1986; Stott, 1977; Costas, 1989). O Novo Testamento intensifica as manifestações e exigências da revelação hebraica como também requer uma nova dinâmica e uma nova dimensão àquela instrução (Mateus 5-7; Marcos 12.28-34; Lucas 10.30-37; 1 João 4.7-11); (Stott, 1982; Conn, 1984). A vinda do Senhor foi a benefício da justiça para todos e eqüidade para com os aflitos da terra. É impossível aos cristãos amar a Deus sem expressar seu amor ao próximo (ver 1 João 4.7-21). Jesus veio não meramente para ensinar, nem reformar a sociedade, mas para reconciliar os seres humanos com Deus por meio dele. Jesus ensinou, mas seu ensino tinha uma qualidade dinâmica (Marcos 1.15, 22). Ele denunciou a hipocrisia (Mateus 23) e a injustiça (Mateus 25.31-46), mas suas reformas foram tão extensivas que teve de nomear homens para ajudá-lo a expandir o Reino de Deus. Quando Jesus veio proclamar o Reino, Ele fez um apelo para um novo estilo de vida. Como diz Bright, (1953, 200), “é uma conclamação à obediência total e radical”. Ele os chamou para o Reino do Servo. Como Bright observa, é um Reino dos mansos e humildes, no qual o líder é Aquele que está desejoso de ser o menor de todos e servo de todos... . Mas àqueles que são chamados é dado menos que a missão do servo: proclamar o evangelho do Reino a todas as nações da terra (Bright).


"Serão benditas todas as nações da terra”. {Gênesis 2}


FONTE DE PESQUISAS:
Livro: Bíblia Sagrada
Ensinamentos de Jesus-Maria Clarice Abraão.
Mensagens Cristãs. WWW.badongo.com
Rev. Antonio José
Governador Valadares-MG.


Emília Ignácio Jacomini.