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BEM-AVENTURADO O HOMEM QUE ACHA SABEDORIA, E O HOMEM QUE ADQUIRE CONHECIMENTO

(Provérbio 3,13).

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

HOSPITAL DO SENHOR

Existem doenças do corpo, e estas são ruins, mais a pior doença que existe é a da alma.
Reflita...
Fui ao hospital do Senhor para fazer um check-up de rotina e constatei que estava DOENTE. Quando Jesus mediu minha pressão, verificou que estava baixa de TERNURA. Ao medir a temperatura, o termômetro registrou 40 graus de EGOÍSMO. Fiz um eletrocardiograma e foi diagnosticado que eu necessitava de uma PONTE DE AMOR, pois minhas veias estavam bloqueadas por não abastecerem meu CORAÇÃO VAZIO. Ortopedicamente, tinha dificuldade de andar lado a lado e não conseguia abraçar os irmão por ter fraturado o braço, ao tropeçar na minha VAIDADE. Tinha miopia, constatada por não enxergar além das APARÊNCIAS. Queixei-me de não poder ouvi-lo, diagnosticou bloqueio em decorrência das PALAVRAS VAZIAS. Obrigada Senhor, por não ter custado nada a consulta, pela Sua grande misericórdia, mas prometo, após ser medicado e receber alta do hospital, somente usar homeopatia pelos remédios naturais que me indicaste e estão no receituário do EVANGELHO DE JESUS CRISTO. Vou tomar ao levantar, chá de OBRIGADA SENHOR. Ao entrar no trabalho, uma colher de sopa de BOM DIA, IRMÃOS! E de hora em hora, um comprimido de PACIÊNCIA, com meio copo de HUMANIDADE.
Ah, Senhor! Ao chegar em casa vou tomar uma injeção do AMOR e ao deitar, duas cápsulas de CONSCIÊNCIA TRANQÜILA. Assim tenho certeza, não ficarei mais doente. Prometo prolongar este tratamento preventivo por toda a minha vida, para que quando me chamares seja por morte natural. Obrigada Senhor, e perdoe-me por ter tomado Seu tempo. De sua eterna cliente...
Pesquisa de Mestrado em Divindade de Emília Ignácio. (CD-Prof. Pr Delvacyr). Que Deus o abençoe.

OS DONS DE DEUS

Entrei e vi um Anjo no balcão.
Maravilhado lhe disse:
Santo Anjo do Senhor, o que vendes?
Respondeu-me:
- Todos os dons de Deus.
- Custa muito?
- Não. Tudo é de graça.
Contemplei a loja e vi:
Jarros e Vidros de fé, Pacotes de esperança, Caixinhas de salvação e Sabedoria.
Tomei coragem e pedi:
- Por favor, quero muito amor de Deus, todo perdão Dele, vidro de fé, bastante felicidade e salvação eterna para mim e para minha família.
Então o Anjo do Senhor preparou um pequeno embrulho que cabia na minha mão.
- É possível tudo aqui?
O Anjo respondeu-me sorrindo:
- Meu querido irmão, na loja de Deus não vendemos frutos, apenas sementes.

Pr Delvacyr:Prof. Mestrado em Divindade

GRANDE MISSIONÁRIO DE DEUS E SUA EXPERIÊNCIA COM INDÍGENAS

OS POVOS INDÍGENAS NO BRASIL E A URGÊNCIA MISSIONÁRIA
Vivemos em um país com 257 tribos indígenas perfazendo uma população aproximada de 364.000 pessoas. Segundo o pesquisador Paulo Bottrel1 apenas 4 etnias (Katuena, Mawayana, Wai-Wai e Xereu) possuem a Bíblia completa, 34 dispõem do Novo Testamento e outras 59 contam com porções bíblicas. Entretanto mais de 120 tribos necessitam urgentemente da tradução das Escrituras. Apesar das 25 Agências Missionárias que bravamente atuam entre os índios em nosso país ainda contamos com um vasto campo que necessita do evangelho e 103 grupos permanecem sem presença missionária.
É certo que o desafio vai muito além das estatísticas e das palavras, pois é prefigurada por faces, vidas, histórias e culturas milenares as quais tem sofrido ao longo dos séculos a devassa dos conquistadores, a forte imposição sócioeconômica, etnofagias e perdas culturais.
Em meio a todo este quadro há necessidade gritante de homens e mulheres que se disponham a encarar a transmissão do evangelho valorizando o homem e sua cultura dentro de uma esfera de compreensão lingüística e aplicabilidade social, o que envolve o ultrapassar de várias barreiras. Uma delas é o estudo, registro, preservação, uso e valorização das línguas maternas.
O Apelo das Minorias
No contexto sul-americano nosso país possui a maior densidade lingüística e diversidade genética e, paradoxalmente, uma das menores concentrações demográficas por língua falada. As 185 línguas indígenas são distribuídas em 41 famílias, dois troncos e uma variedade desconhecida de línguas isoladas2. Em meio a esta grande diversidade apenas 3 etnias (Tikuna, Kaingang e Kaiwá) possuem mais de 20.000 pessoas e a média de falantes por língua é de 196 pessoas. 53 povos têm menos de 100 indivíduos e há aqueles com menos de 10 representantes como os Akunsu, com 7 pessoas, os Arua com 6 e os Jumas também com 7 indivíduos. Quando pensamos em grupos indígenas nos confrontamos com a realidade de povos minoritários.
Nos anos 80 pesquisadores do Museu Goeldi encontraram os dois últimos falantes do Puruborá. Em 1995 foi identificado um grupo arredio como sendo falante do até então desconhecido Canoê3 e Pierre Grenand reconhece a existência de 52 grupos ainda sem contato com o mundo exterior cujas línguas não foram estudadas, praticamente todas minoritárias.
O Brasil evangélico não indígena, por sua vez, experimenta desde os anos 80 um rápido crescimento tanto em número de templos como de convertidos, motivo de louvor a Deus. Isto por outro lado têm nos levado a desenvolver uma missiologia mais pragmática, que cultua os resultados, do que Escriturística, que valoriza a Palavra. Assim tanto a expectativa missionária por parte do corpo evangélico nacional quanto à prática no plantio de igrejas valoriza o quantitativo. E isto não será encontrado no universo indígena, pois a conversão de toda uma tribo pode representar, em alguns casos, apenas uma dúzia de pessoas. Precisamos ser relembrados da proposta de Jesus: tornar-se conhecido dentre todos os povos, tribos línguas e nações da terra4 e isto jamais acontecerá enquanto não alcançarmos os grupos minoritários. Precisamos de uma Igreja apaixonada por Jesus e disposta a gastar bastante tempo e recursos no preparo de seus obreiros a fim de fazer o Evangelho de Cristo conhecido entre todos os povos, também os minoritários.
O Apelo da Subsistência Lingüística
Michael Kraus5 afirma que 27% das línguas sul-americanas não são mais aprendidas pelas crianças. Isto significa que um número cada vez maior de crianças indígenas perde seu poder de comunicação a cada dia. Isto possui raízes diferenciadas que vai desde a imposição socioeconômica nas tribos mais próximas dos vilarejos e povoados até a falta de uma proposta educacional na língua materna, fazendo-os migrar para o português.
Rodrigues6 estima que, na época da conquista, eram faladas 1273 línguas, ou seja, perdemos 85% de nossa diversidade lingüística em 500 anos. Luciana Storto delata uma crise sociolingüística no estado de Rondônia onde 65% das línguas estão seriamente em perigo por não serem mais usadas pelas crianças e por terem um número pequeno de falantes.
Precisamos perceber que a perda lingüística está associada às perdas culturais irreparáveis como a transmissão do conhecimento, formas artísticas, tradições orais, perspectivas ontológicas e cosmológicas. Perde-se também a ponte de comunicação para um pleno entendimento do evangelho. No processo de transição, quando a língua materna é perdida, normalmente há o que podemos chamar de ‘geração perdida’, um vácuo cultural que normalmente atinge uma geração inteira. Ou seja, no processo de perda lingüística e migração para o português, os grupos indígenas normalmente passam por um processo de adaptação quando não possuem mais fluência na antiga língua materna e também não aprenderam o suficiente do português para uma comunicação mais profunda, processo que em média dura 30 anos. Este é um momento de perigo onde a identidade indígena é auto-questionada, seus valores perdidos e, sobretudo seu poder de comunicação. A presença missionária catalogando, analisando e registrando a língua indígena a valoriza perante seu próprio povo e abre caminho para sua preservação. O Evangelho assim não apenas responde os questionamentos da alma, mas contribui para a sobrevivência cultural.
O Apelo da Tradução Bíblica
‘Se Deus nos ama, por que Ele não fala a nossa língua?’
Estas palavras impactaram a mente de William Cameron Townsend quando trabalhava com o povo Cakchiquel da Guatemala desde 1919. Após ser despertado para a necessidade de comunicar o evangelho na língua materna de cada povo ele se dispôs a fundar a SIL (Sociedade Internacional de Lingüística) que atua perseverantemente na tradução das Escrituras. Mas esta não é apenas uma preocupação moderna. Martinho Lutero, reformador protestante, percebeu rapidamente a incapacidade da Igreja conhecer a Deus sem conhecer a Palavra e assim lançou em 1534 a primeira edição da Bíblia por ele traduzida.
A força missionária tem sido ao longo das décadas um divisor de águas na subsistência das línguas indígenas brasileiras sob o esforço da SIL7 e Missão Novas Tribos do Brasil dentre outras Agências missionárias e atualmente novas organizações como ALEM8 tem liderado o interesse pela tradução bíblica. Boa parte devido aos nossos preciosos irmãos norte-americanos que valorosamente trabalharam e trabalham na análise e grafia lingüística e tradução da Palavra para vários idiomas, como o caso do missionário Robert Hawkins que dedicou 54 anos de sua vida traduzindo a Bíblia completa para a língua Wai-Wai.
O presente apelo é por obreiros brasileiros, com desejo de se esmerarem no estudo lingüístico e se prepararem da melhor forma possível para transmitir o evangelho a mais de 120 línguas no Brasil Indígena.
Conclusão
Cerca de 3 anos atrás, quando estávamos integralmente envolvidos com a evangelização dos Konkombas em Gana na África, participei de uma conferência em Chicago onde se reuniam missiólogos e missionários de boa parte do mundo. Muitos temas eram estudados, mas, sobretudo havia oportunidade para desafios missionários nas preleções da noite. Em minha sessão, falando sobre povos ainda não alcançados, tentei confrontar o auditório com um silogismo bíblico de responsabilidade na comunicação do evangelho dizendo: ‘... Em Gana a Igreja fortemente expressiva no sul do país ainda não se despertou para as quase 100 tribos não alcançadas ao norte, dentre elas os Konkombas-Bimonkpeln com os quais trabalhamos. Infelizmente ainda é necessário o envio de missionários estrangeiros para o alcance das tribos ao norte porque a Igreja dorme’.
Na preleção a seguir um norte americano falaria sobre o desenvolvimento de igrejas autóctones. Ele iniciou seu sermão mais ou menos da seguinte forma: “Fui missionário por mais de 20 anos na Amazônia brasileira entre indígenas ainda não alcançados, pois apesar da existência de milhões de evangélicos naquele país não havia missionários suficientes. Isto por que a Igreja dorme.”
Senti-me muito constrangido, mas reconheci, infelizmente, que suas palavras não estavam tão longe da verdade. É possível mudar.
Notas:
1 Responsável pelo banco de dados da AMTB
2 Segundo Aryon Rodrigues, ‘Línguas Indígenas – 500 anos de descobertas e perdas’
3 Segundo relato de Pierre e Fraçoise Grenand
4 Apocalipse 5:9
5 Michael Krauss - The world’s languages in crisis’
6 Idem Nota 2
7 Sociedade Internacional de Lingüística
8 Associação Lingüística Evangélica Brasileira
Ronaldo Lidório - É doutor em Antropologia, missionário da Missão AMEM em parceria com a APMT. Trabalha atualmente no Projeto Amanajé entre índios do Amazonas.
Extraído da Revista AMEM, nº 13, 3º Trim/2003. pp.12-14.
Homenagem de Emyluz
Parabéns pelo belo projeto, por sua força e coragem. Esse é o verdadeiro segmento de evangelização entre povos e nações como deixou Jesus Cristo. Fiz questão de ilustrar essa experiência no meu blog para que muitos sigam seu exemplo.
Trabalho de pesquisa do Mestrado em Divindade de Emília Ignácio.

JESUS DE NAZARÉ E O LANÇAMENTO DO CRISTIANISMO PRIMITIVO

Os romanos ridicularizavam a religião judaica e procuravam impor o culto ao imperador, coisa que para os judeus era a pior das humilhações. Por isso os judeus não apreciavam o domínio Romano.

Os judeus esperavam ansiosamente o momento de sua libertação, que seria acompanhada da guerra entre o bem e o mal, e que terminaria com a vinda do Messias, que libertaria o povo judeu.

Neste clima tenso foi que nasceu Jesus de Nazaré. Ele tornou-se um importante pregador de idéias renovadoras para o judaísmo. Jesus, na época, não conseguiu obter muitos adeptos, pois não viam nele o líder militar que desejavam, nem o aceitavam como messias. É neste ponto da história que o cristianismo primitivo toma seu principal rumo e lançam-se as bases da hierarquia da Igreja.

(Pr Delvacyr)Texto de pesquisa: Mestrado em Divindade de Emília Ignácio.

domingo, 1 de agosto de 2010

TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO À LUZ DA BÍBLIA

Ao entrarmos no terceiro milênio nos deparamos com temas variados que afetam a população brasileira e mundial, dentre os quais encontramos o meio ambiente, fome, exclusão social, dignidade do trabalhador, desespero (muitos se suicidam), injustiça, presos por engano, ladrões de colarinho branco solto livremente por aí, dentre outros. Neste contexto, me pego a refletir. Qual é a missão real das igrejas Cristãs? A Bíblia disse que Cristo veio ao mundo para que todos tenham vida e a tenham em abundância. (João 10:10-11) Jesus era compassivo e solidário e nos deu vários exemplos, alimentou multidões famintas, curou cego, recuperou a dignidade de excluídos etc. A Teologia da libertação vem com o objetivo que é justamente defender o que Cristo ensinou. Mesmo assim ainda é muito criticada. Melhor seria se obedecessem as ordens de Cristo, seguindo exemplos como de Francisco de Assis, Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce, Frei Leonardo Bofe, e os exemplos de outros protestantes. É algo realmente interessante e um sonho maravilhoso, onde os ideais e ações de Jesus Cristo pudessem ser colocados em prática, sem medo de levantar a bandeira dos pobres e oprimidos mesmo correndo o risco de perder a liberdade e a própria vida como Jesus. Se a igreja não ficar do lado dos pobres quem ficará? De que vale muito conhecimento se não há dignidade entre nós. A Teologia da Libertação só não vem tocar quem é insensível ou ferir os interesses de elite, mas alertar para não precisarmos cair em decadência para percebermos a hora de agir. Ela é e continuará sendo resposta para muitas crises enfrentadas no mundo de hoje. Devemos redobrar nossa fé e esperança para continuar a caminhada do Povo de Deus na construção do Reino, seja no âmbito interno e externo da Igreja. Pois as mudanças que ainda estão por vir profeticamente, virão! Nas comunidades e nos organismos pautados pelo Evangelho como instrumento de libertação, a mesa eucarística se faz verdadeiramente a refeição do pão e do vinho, das alegrias e das tristezas, da vida e da morte. Somos vocacionados, cada um com seu carisma, na construção de modo horizontal da experiência mística da partilha de vida, de poder, de sonhos e riquezas. Que a hierarquia da Igreja, que os poderosos do nosso tempo, contemplem-se nos mistérios preferidos por Deus, que são os pequenos, os pobres, os abandonados, os excluídos! O Evangelho e a Igreja de Jesus Cristo formam verdadeiramente a Teologia da Libertação! À Luz da Bíblia Jesus nos ensinou a enfrentar as injustiças sociais e lutar por uma sociedade justa e igualitária, pois assim, estaríamos colocando em prática o plano de Deus. Ao fazermos isto, despertaríamos a ira dos que defendem outros projetos e estes elementos iriam nos criar todo tipo de dificuldades para a nossa sobrevivência. Ao enfrentarmos os obstáculos na defesa de princípios éticos, estabeleceríamos uma relação com o espiritual, que se inicia com o processo de autoconhecimento, através do qual obteríamos respostas às nossas mais profundas indagações. Este é o processo para atingirmos a evolução espiritual que tanto almejamos. Os ensinamentos unem o plano material e o plano espiritual. Os registros históricos sãos os conhecimentos que nos chegam através dos séculos, embora não muito claros, pois com certeza a documentação foi destruída pelos detentores do poder na época, pois as promessas de Jesus aos que chegam até o final da caminhada, abalam a estrutura da cultura espúria. Pois se trata do acesso a gênese da criação, da eternidade do espírito, da nossa origem, origem da natureza, das oportunidades e destino dos opositores, detalhes do projeto terrestre, fim da morte e a ressurreição em um corpo sutil, com habilidades especiais para a construção da cultura divina na terra. Isto significa dizer que Deus nos permite o acesso ao conhecimento e nos tornamos consciente da nossa missão na terra, aí então, é estabelecida a aliança. Feito isto por uma maioria, a terra se tornará o "Paraíso", local aonde será possível viver com mais intensidade o nosso lado espiritual. Quando então Jesus poderá cumprir a promessa de ressurgir entre nós. Para isto a sociedade será aquela defendida por Karl Marx, que dissecou as artimanhas dos exploradores, apontou o caminho para o combate e visualizou uma nova organização social, aonde não haverá explorado e explorador. Cabe a nós humanos que amamos a vida e almejamos a felicidade, nos engajarmos na construção da nova sociedade. É muito difícil ser cristão no mundo de hoje vendo as atrocidades e o descaso onde procuram defender-se dos ataques àqueles que cumprem ou querem fazer-se cumprir a palavra de Deus. Mas o Cristão que realmente é engajado dentro da sua manifestação de Fé sabe realmente o que fazer. Cristo, o Ressuscitado, é que dá força. DELE vem toda a sabedoria. Não são palavras jogadas ao vento sem ação, mas as que foram eternizadas e guardadas pelos seus súditos, apaixonados discípulos. Para que o caminhar da LIBERTAÇÃO possa ocorrer é necessário não medirem forças, mas aglutiná-las no mesmo fim. A missão do povo de Deus de semelhante modo deve caracterizar-se pelo serviço e ação, com ardor e amor. Jesus identificou-se com o pobre e o sem lar (Mateus 8.20; Lucas 9.58) atitude que o levou a entrar em divergência com a posição dos religiosos (21.14,15, 23), o que culminou na cruz (Lucas 22.2-6). Da aliança mosaica às promessas do evangelho, a Bíblia está continuamente apontando para o pobre, a viúva, o órfão, o estrangeiro, o necessitado e o oprimido. O Velho Testamento revela vários fatos significativos acerca da atitude de Deus para com o pobre. “Ele acode ao necessitado que clama, e também ao aflito e ao desvalido. Ele tem “piedade do fraco e do necessitado, e salva alma aos indigentes” (Salmo 72.12-13). O Senhor “não se esquece do clamor dos aflitos” (Salmo 9.12). “Foste a fortaleza do pobre, e a fortaleza do necessitado na sua angústia” (Isaías 25.4). Na ordem social do Velho Testamento, o pobre recebia um benefício econômico. O povo devia emprestar liberalmente ao pobre, sem cobrar juros (Deuteronômio 15.7-11; Êxodo 22.25). Parte do trigo e da colheita da uva deveria ser deixada no campo, para ficar para o pobre (Levítico 19.9,10; 23.22). De modo significante, parte do propósito do dízimo era prover a carência do pobre (Deuteronômio 14.29; 26.12,13). Enfatiza-se que Deus requer justiça para o pobre e julgará aqueles que os oprimirem. As palavras de Deus ao profeta Zacarias são representativas: “Executai juízo verdadeiro, mostrai bondade e misericórdia cada um a seu irmão; não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre” (Zacarias 7.9,10; Levítico 19.15; Deuteronômio 16.18.20; 24.14.22; Provérbios 31.9; Amós 2.6,7). Finalmente, ensina que o povo de Deus tem sobre si uma responsabilidade ética especial para com o pobre. A recordação de sua escravidão no Egito foi o motivo para que os israelitas demonstrassem misericórdia para com o oprimido (Deuteronômio 24.17-22). Todos estes ensinos sobre o pobre são parte da palavra de Deus. Embora eles estejam ligados aos contextos históricos específicos, a mensagem ética brilha amplamente e forma o cenário dos ensinos e atitudes do próprio Jesus.A atenção divina para com o pobre aparece consistentemente dentro do contexto da justiça de Deus e a obra de justiça no meio de seu povo. Assim, biblicamente, palavras como pobre, necessitado, oprimido, forasteiro têm tipicamente um conteúdo moral, relacionado com a exigência divina por justiça. A verdadeira reconciliação com Deus leva inevitavelmente à transformação de todos os outros relacionamentos. A missão da igreja neste mundo é mais do que proclamação verbal. É um serviço sacrifical para o qual Cristo envia seus seguidores ao mundo, assim como o Pai o enviou (João 1.14; Filipenses 2.2-11; Marcos 10.44,45; Romanos 5.8); (Nicholls, 1986; Stott, 1977; Costas, 1989). O Novo Testamento intensifica as manifestações e exigências da revelação hebraica como também requer uma nova dinâmica e uma nova dimensão àquela instrução (Mateus 5-7; Marcos 12.28-34; Lucas 10.30-37; 1 João 4.7-11); (Stott, 1982; Conn, 1984). A vinda do Senhor foi a benefício da justiça para todos e eqüidade para com os aflitos da terra. É impossível aos cristãos amar a Deus sem expressar seu amor ao próximo (ver 1 João 4.7-21). Jesus veio não meramente para ensinar, nem reformar a sociedade, mas para reconciliar os seres humanos com Deus por meio dele. Jesus ensinou, mas seu ensino tinha uma qualidade dinâmica (Marcos 1.15, 22). Ele denunciou a hipocrisia (Mateus 23) e a injustiça (Mateus 25.31-46), mas suas reformas foram tão extensivas que teve de nomear homens para ajudá-lo a expandir o Reino de Deus. Quando Jesus veio proclamar o Reino, Ele fez um apelo para um novo estilo de vida. Como diz Bright, (1953, 200), “é uma conclamação à obediência total e radical”. Ele os chamou para o Reino do Servo. Como Bright observa, é um Reino dos mansos e humildes, no qual o líder é Aquele que está desejoso de ser o menor de todos e servo de todos... . Mas àqueles que são chamados é dado menos que a missão do servo: proclamar o evangelho do Reino a todas as nações da terra (Bright).


“Serão benditas todas as nações da terra”. {Gênesis 22:18}.FONTE DE PESQUISAS:
Livro: Bíblia Sagrada
Ensinamentos de Jesus-Maria Clarice Abraão.
Mensagens Cristãs. WWW.badongo.com
Rev. Antonio José
Governador Valadares-MG.


Emília Ignácio Jacomini.
Guaratuba, 14/9/2008.(Mestrado em Divindade com Ênfase em Teologia Sistemática);
Disciplina: Teologia da Libertação. {Seminário Teológico AMID_SEAMID/Cascavel-PR.}.