É a família quem primeiro proporciona experiências educacionais à criança, no sentido de orientá-la e dirigi-la. Tais experiências resumem-se num treino que, algumas vezes, é realizado no nível consciente, mas que, na maior parte das vezes acontece sem que os pais tenham consciência de que estão tentando influir sobre o comportamento dos filhos.
Como afirma Lindgren, este tipo de aprendizagem e ensino em diferentes níveis de consciência dá-se durante todo o tempo, dentro ou fora da escola. Os pais e os professores estão sempre ensinando simultaneamente em diferentes níveis de consciência, e as crianças estão sempre aprendendo em diferentes níveis. As coisas ensinadas ou aprendidas conscientemente podem ou não ser importantes e podem ou não fixar-se.
Ainda segundo o autor, o que é ensinado e aprendido inconscientemente tem mais probabilidade de permanecer. No exemplo citado por ele, um estudante pode esquecer muitas das noções que aprendeu com alguns professores, mas lembra o tipo de pessoas que eram e as atitudes que tinham em relação a ele.
Na família ocorre o mesmo. A criança retém definitivamente os sentimentos que seus pais têm em relação a ela e à vida em geral. Esses sentimentos serão a base para o conceito que ela formará de si própria (autoconceito) e do mundo. Uma criança que é desprezada aprende à desprezar-se: uma criança que é amada e aceita, tenderá a desenvolver atitudes positivas para a formação do seu autoconceito.
Segundo Gagné, dizem que a experiência é o maior dos mestres: isto significa que os acontecimentos vividos pelo indivíduo em desenvolvimento - em sua casa, em seu meio geográfico, na escola e em seus vários ambientes sociais - determinarão o que ele vai aprender e, também, em grande parte, a espécie de pessoa que se tornará.
Na escola, o professor deve estar sempre atento às etapas do desenvolvimento do aluno, colocando-se na posição de facilitador de aprendizagem e calcando seu trabalho no respeito mútuo, na confiança e no afeto. Como afirma Rogers, ele deverá estabelecer com seus alunos uma relação de ajuda, atento para as atitudes de quem ajuda e para a percepção de quem é ajudado.
É de suma importância, portanto, que o professor conheça o processo de aprendizagem e esteja interessado nas crianças como seres humanos em desenvolvimento. Ele precisa saber o que seus alunos são fora da escola e como são suas famílias.
Quando um educador respeita a dignidade do aluno e trata-o com compreensão e ajuda construtiva, ele desenvolve na criança a capacidade de procurar dentro de si mesma as respostas para os seus problemas, tornando-a responsável e, consequentemente, agente do seu próprio processo de aprendizagem.
Fonte de Pesquisa: Problemas de Aprendizagem(Elisabete da A. José e Mª T. Coelho
BOA REFLEXÃO PROFESSOR! Com carinho: Emyluz!
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