Contam-nos as Sagradas Escrituras desde os tempos das velhas profecias, que,
para redimir as criaturas, havia de nascer dentre os judeus,
Um que traria o nome de Messias e Filho diletíssimo de Deus.
Séculos passavam-se... Os poetas em versos dedilharam seus cantares...
Nasceram soberanos e profetas e muitos tronos ruíram com fragor,
mas inda estava em páginas secretas a história do divino Salvador.
O povo, cheio de ódio e maldade, continuava a pecar todos os dias e,
esquecida de Deus, a humanidade não pensava na vinda de Jesus,
preferindo viver na escuridade a caminhar ao brilho de uma luz.
Um dia, a paz que todo o encanto encerra, começava a pairar por sobre o mundo.
Reinava Augusto em Roma e pela terra em toda parte se dizia: - Há paz!
Não se ouvia nenhum rumor de guerra nem se falava em lutas desiguais.
Um censo em seus domínios decretara o poderoso imperador romano e às sedes das comarcas arrastara, pobres e ricos, nobres e plebeus, eunucos, cortesãos, a turba ignara, príncipes, mercadores, fariseus...
E, para se cumprir a profecia, través de contratempos e fadigas, uma virgem que em Nazaré vivia, piedosamente a praticar o bem, com o esposo, solícita, subia entre outros forasteiros, a Belém.
Quando chegaram dessa travessia ao termo desejado ardentemente,
na manjedoura de uma estrebaria foram,
depois, exaustos, se abrigar, porque para hospedá-los não havia nas casas de Belém outro lugar.
E enquanto a multidão se aglomerava para cumprir as ordens recebidas,
no céu azul distante rebrilhava uma estrela de rara e estranha luz,pois,
entre as palhas onde a serva estava, nascera enfim o Salvador Jesus.
Hosana nas alturas! Paz e gozo na terra para os homens! Glória excelsa!
Nos céus vibrava um coro sonoroso de anjos enchendo o espaço de canções,
e o povo todo afluía, pressuroso, a ver o Desejado das nações!
E lá estava, humilde, o Prometido,
Aquele que era o Salvador do mundo, Aquele cujo olhar enternecido brilhava com divino resplendor,
e que viera buscar o homem perdido e salvar para sempre o pecador.
Jonathas Braga
in O Jornal Batista #52
Dez 1951
Minhas homenagens ao poeta que escreveu esta linda poesia retratando o nascimento de Jesus Cristo.
Dia maravilhoso em que a luz brilhou forte no mundo e que a humanidade teve pela misericórdia de Deus o Salvador dos nossos pecados.
Emyluz.
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